segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Versão 2.0

Não foi atoa que “você” ganhou o título de pessoa do ano, pela revista Time, em 2006. Os usuários da internet, que antes eram consumidores de informação, agora agregam conteúdo da rede, mudando a perspectiva de receptor e emissor. Não há nenhuma grande novidade para aqueles que já nasceram inseridos no contexto da web 2.0. Mas, quando a análise volta um pouco no tempo, temos uma mudança na forma com que os meios encaram e interagem com o público.

A informação, que antes precisava ser veiculada em grandes e conceituados meios de comunicação para ganhar relevância, agora, muitas vezes, chega a esses meios em razão da repercussão causada por “você” ou, melhor dizendo, por “vocês”. Publicar um vídeo no Youtube, um post em um blog, fazer um twett ou até mesmo um comentário em um site jornalítisco pode trazer repercussão e se espalhar pela rede em pouco tempo.

Em alguns casos, o meio é construído com base somente nas informações que internautas se dispõem a criar e reproduzir, como o caso do overmundo.

O movimento de inserção do usuário no conteúdo caminha por várias frentes: o próprio internauta, que tem demonstrado pré-disposição na adesão dos canais; de criadores e administradores focados na web, com a criação de plataformas valorizando a interatividade; da imprensa (até então tradicional), que apostou em “Eu, repórteres”, comentários etc.

Conteúdo com maior relevância que o meio?

Apesar de não ignorar a questão da credibilidade, conquistada ao longo dos anos pela mídia tradicional, agora podemos admitir que blogs e conteúdos alternativos também têm possibilidade ampla de conseguí-la. E, contraditório ou não, os meios que tentaram limitar essa participação, em uma “sonhada” distinção de poderes, ficaram para trás. A já conhecida história do público determinar o sucesso de um empreendimento também funciona na web 2.0. E os internautas parecem querer participar sempre e muito.

Dentro de um contexto de interatividade intensa, há também conteúdos que poderiam ser desprezados. Mas, a influência boa me parece superar a os aspectos negativos. Relembrando a citação que o texto ‘O show do eu’ fez da revista Time “Milhões de mentes que de outro modo teriam se afogado na escuridão ingressam na economia intelectual global”.

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