Não raro, ouço por aí histórias de gente que - entra ano, sai ano - continua a trabalhar sem aquele intervalo de 30 dias que chamam de férias. Muitas vezes pesa na decisão a graninha extra, que seduz o trabalhador, e a obrigação de não atrapalhar a produção final, martelando a cabeça dos chefes. Ok, pensando de forma bastante imediata, a permanência do empregado no serviço durante as férias até pode ser uma solução. Mas na verdade o que o trabalhador busca não é bem-estar e estabilidade no emprego? Pra mim, férias servem pra respirar! É tempo de abrir a cabeça, ampliar o horizonte, conseguir enxergar tudo com mais clareza, relaxar e ganhar ânimo.
E o que o chefe poderia querer senão alguém com a cabeça aberta, o horizonte amplo, enxergando com mais clareza, relaxado e animado? Não seria esse um perfil mais propenso a um bom rendimento, a novas idéias e a um convívio harmônico com a equipe de trabalho?
Se não for, minha visão de mercado de trabalho é realmente muito limitada. Pode ser...
Na quarta acabam as minhas férias. Foram lindos e proveitosos dias. Certamente, volto a trabalhar melhor do que a Fernanda que saiu no dia 22 de agosto. Pode ser que tenham razão aqueles que dizem que 30 dias é tempo suficiente pra descobrirem que você não é fundamental... Aí toda esta história vai pro brejo, mas ainda prefiro acreditar.

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